Buraco do Pai Popin Reloaded

segunda-feira, agosto 21, 2006

Ali babá

Entrevista obrigatória no período festivo, de muito "oba-oba" que vivemos. Hora de arrancar arreios...

sexta-feira, junho 30, 2006

Eu falei...

Disse aqui, quando da goleada sobre a moribunda conjunção aditiva. Repito agora: "O primeiro milho é dos pintos!" Não deu outra. Retornam a Buenos Aires nostros hermanos. Retornam de cabeça erguida, foram os únicos a jogar aquilo que conhecemos por "futebol", não esse arremedo de "pelada dos garçons do Aterro" que jogaram os demais selecionados. É bem verdade que não queria vê-los vitoriosos, mas isso só porque sou mesquinho mesmo... Idiota, demasiadamente idiota!

Vi no Blogueiro da Copa no IG. Coloco aqui como uma forma de escusar-me de minha pequenez. Até nisso há que se tirar o chapéu para eles...


terça-feira, junho 27, 2006

Ricardinho e + 10

Uma voz dissonante e só, encontaram aqui as poucas - e boas - almas que freqüentam essa pocilga virtual que, em arroubos de megalomania, ouso chamar de blog. Destoante e isolada, mas não menos corajosa e firme. Clamava eu em posts anteriores: "Senhores, olhem com carinho para Ricardinho!"

E não é que o Zinho de 94 com vidro elétrico - e a partir de agora também com motor flex - entrou no jogo de hoje e desfilou diante do mundo aquilo que de melhor há no seu repertório? Muitos passes curtos para os lados, passes longos- mais arriscados, pois - para trás para os zagueiros, às vezes para o Dida. Círculos concêntricos em torno de si mesmo com a bola como que colada em seus pés. Círculos que de tão belos parecem que vão dar em alguma coisa, mas acabam como sempre dando em nada e são, em verdade, para dar em nada mesmo.

Mas na mediocridade geométrica de nossa seleção - quadrados capengas, triângulos de apenas dois lados - por que não há espaço para círculos improdutivos? É claro que há! Ainda mais se os mesmos vêm acompanhados de enfiadas de bolas primorosas que salvaram os últimos quinze minutos do jogo contra Gana de um cochilo teimoso que insistia em me vencer.

Viva aos grisalhos precoce!

Nota do autor: Desculpem-me. Não pude evitar um leve corporativismo, já que milito na causa.

Eu sou a verdade e o caminho para o hexa.

quinta-feira, junho 22, 2006

Ah! Sobre o jogo de hoje...

Beijo do Gordo! WoooW!

Impressões sobre a WM 2

Nota do autor: Título reclassificado porque moças direitas, de boa família e muito bem casadas vez em quando freqüentam esse monumento a boçalidade.

Não vi ninguém na imprensa esportiva falar, mas tenho certeza e em verdade vos digo aqui em meu blog. Durante a transmissão, lá pelo meio do segundo tempo, em um corte de câmera para o banco do Brasil, enquadrou-se Pé de Uva e Zé Gallo. Foram apenas alguns segundo, contudo eu, bom filho de fonoaudióloga que sou - mesmo gago em recesso provisório -, consegui ler os lábios do "treineiro" brasileiro. Cochichava ele com o velho lobo: "... vai ser f*da de tirar". Esses três pontinhos não sei qual camisa usa, mas só podem ser ou o Robinho ou o Juninho Pernambuco. A conferir...

sexta-feira, junho 16, 2006

Impressões sobre a "VM"

Nota do autor: Calma, almas pudicas! Não se trata de um texto devasso sobre o famoso baixo meretrício do Rio de Janeiro.

Não se iludam! Nem temam! A vitória de nostros hermanos não passa de uma falácia. Uma bela peça de ficção, mas só isso, ficção. Jogaram contra o vento. Tiveram o nada como oponete. Para ser mais preciso, digladiaram com uma conjunção coordenativa aditiva moribunda, que recebeu sua sentença de morte no plebiscito de 21 de Maio. Pegaram pela frente um problema de coesão e coerência textual. Nada demais. Como bem diz minha avó: "o primeiro milho é dos pintos."

Uma decepção até agora é a Suécia. Decepção dentro de campo, pois fora das quatro linhas copa vai, copa vem e a Suécia, ou melhor, as suecas continuam muito boas. Mas voltando ao esporte bretão, a problemática do time nórdico é de fácil solucionática. O nosso glorioso Lagerback tem de sacar uns dois ou três Faznadasson's e colocar outros Qualquerumsson's com um pouco mais de vontade e entrega para o time. Só assim o colírio dos arquibaldos pode chegar um pouco mais longe neste certame.

Um time que particularmente chamou minha atenção foi Angola. Uma mistura equilibrada e, diria, inusitada entre o melhor dos Apóstolos - João e Matheus - com um legítimo representante do Cangaço - eu disse Cangaço - brasileiro: Zé Kalanga. Esse catadão do sagrado e do mundano pode dar samba ou canto gregoriano. Sei lá.

Por fim, temos a França. O que acontece com a França? 4 jogos de Copa do Mundo sem marcar nenhum gol? E olha que lá no ataque eles têm o Henry, talvez o melhor e mais incisivo atacante da atualidade. Eita praga de brasileiro forte! É a única explicação racional para a seca de gols do selecionado francês. O problema é espiritual! Mas até para isso tem remédio. Papel e caneta galera do "et un et deux et TROIS zéro!": Duas velas (uma preta e uma vermelha), uma galinha da Angola...

Povoa a meiúca, Pé de Uva!

Não dá mais! Esse Parreira moderninho, descolado, que vai para rave e muito provavelmente colocou um piercing no umbigo já deu o que tinha que dar. Quatro atacantes em um mesmo time de futebol? Cadê o equilíbrio? O balanço tático? Cadê o pragmatismo? Cadê a coerência? Cadê os 11 homens atrás da linha da bola?

A convocação de Ricardinho, tão criticada pela imprensa esportiva em geral, me deu um fio de esperança. Ricardinho nada mais é do que o ponto de contato desse Parreira "pra frentex" de hoje com o grande Parreira de 94. Uma verdadeira porta aberta para o passado. Ricardinho 06 é o Zinho 94 com vidro elétrico.

Ricardinho, eis a panacéia para todos os males! O que a seleção precisa é de alguém que dê uma "carimbada" na bola no meio de campo. Cadencie o jogo. Gire para um lado, gire para o outro e volte a bola para o Emerson ou dê aquele toquinho de lado improdutivo. Em suma, precisamos ressucitar a velha e boa enceradeira no escrete canarinho!

Por fim, aproveitaria os ventos do retrocesso e colocaria o Mineiro no lugar daquela foca amestrada com cabelo à la Creuza, a lavadeira!

Bota volante, Parreira!

1- Dida
2- Cafu
3- Lúcio
4- Juan
6- Roberto Carlos
5- Emerson
18- Mineiro
11- Zé Roberto
20- Ricardinho
8- Kaká
7- Adriano
Eu sou a verdade e o caminho para o hexa.

sexta-feira, junho 09, 2006

"La maquina la hace el hombre...Y es lo que el hombre hace con ella" *

Quando lhe perguntarem: Senna ou Schumacher? Não vacile! Crave Juan Manuel Fangio!



* o título "tomei emprestado" de Guitarra y Vos do Jorge Drexler (altamente recomendado, aliás).

domingo, maio 21, 2006

Passa amanhã!

Meus dias são todos gris. Isso mesmo. Nada de cinza ou preto e branco. São gris porque ninguém sabe ao certo o que é gris - senhor Houaiss, "cor tirante a cinza" não explica nada! São gris porque sou metido à besta tal qual cantor de MPB e essa matiz se coaduna melhor ao ar pseudo-blasé que pretendo fazer parecer às pessoas.

Não sei o que quero da vida e a vida não sabe o que quer de mim. Empate. Prorrogação de quinze por quinze sem descanso e sem gol de ouro - os velhinhos da International Board, entre uma golada e outra de um bom doze anos, proibiram. A persistir o empate, decide-se na marca do pênalti, mas sinceramente não ligo se for decidir na moeda. Neste caso, vou de coroa.

Não me importa o que acontece agora, tampouco o que vai acontecer daqui a cinco minutos. Não me desperta o interesse nem aquilo que estarei fazendo em três anos. Alguns falam que oportunidades são como cavalos que passam celados. Temos que agarrar as rédeas. Às favas com esses apóstolos do "desenvolvimento humano"! Desconhecem que o puro prazer está em acompanhar o páreo do camarote, de preferência com um bom trago no copo e um belo par de pernas ao lado.

Se por ventura vier a dar com a cara na parede, tome seu tempo. Não corra a acudir! Deixe-me praguejar em paz. Não lance em meu fogaréu de ira o querosene de " Tá doendo? Respira fundo! Pensa num lugar tranqüilo, bonito". Pro inferno com você e seu lugar bonito de comercial de detergente!

E se fez o silêncio...

Por que não escrevo mais nada? Porque não há nada mais a ser dito... Depois disso, tudo que coloque no papel não passará de palavras lançadas à queda livre de um penhasco. Ele roubou-me tudo, deixou-me oco. Vasculhou minhas entranhas com cada uma de suas estrófes e trouxe à luz tudo aquilo que algum dia quis dizer. A partir de agora, o que tente juntar sob a forma de um texto está condenado à infâmia do plágio. Eu o odeio por isso... Mas por outro lado, fico agradecido. Tirou-me um fardo das costas, poupou-me sofrimento e talvez alguns bons anos de terapia, pois, como dizia um escritor americano - Gene Fowler -, "escrever é fácil, basta que você se sente e fique olhando para o papel em branco até que o sangue comece a porejar da sua testa".

Segue abaixo a razão de todas as minhas agruras e a fonte de meu alívio... Tabacaria, Álvaro de Campos.