Ricardinho e + 10
Uma voz dissonante e só, encontaram aqui as poucas - e boas - almas que freqüentam essa pocilga virtual que, em arroubos de megalomania, ouso chamar de blog. Destoante e isolada, mas não menos corajosa e firme. Clamava eu em posts anteriores: "Senhores, olhem com carinho para Ricardinho!"
E não é que o Zinho de 94 com vidro elétrico - e a partir de agora também com motor flex - entrou no jogo de hoje e desfilou diante do mundo aquilo que de melhor há no seu repertório? Muitos passes curtos para os lados, passes longos- mais arriscados, pois - para trás para os zagueiros, às vezes para o Dida. Círculos concêntricos em torno de si mesmo com a bola como que colada em seus pés. Círculos que de tão belos parecem que vão dar em alguma coisa, mas acabam como sempre dando em nada e são, em verdade, para dar em nada mesmo.
Mas na mediocridade geométrica de nossa seleção - quadrados capengas, triângulos de apenas dois lados - por que não há espaço para círculos improdutivos? É claro que há! Ainda mais se os mesmos vêm acompanhados de enfiadas de bolas primorosas que salvaram os últimos quinze minutos do jogo contra Gana de um cochilo teimoso que insistia em me vencer.
Viva aos grisalhos precoce!
Nota do autor: Desculpem-me. Não pude evitar um leve corporativismo, já que milito na causa.
Eu sou a verdade e o caminho para o hexa.


1 Comments:
geometricamente bem colocado, meu caro irmão...
tu ainda tah devendo akele post em homenagem à festinha...
tou só no aguardo!
ABS!
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Anônimo, at 10:26 PM
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