Santo Ofício, aí vou eu!
Aproveitando o filão literário que mais ganha força nos últimos tempos, lançarei meu primeiro best-seller: "Jesus, o maior ponta de lança que já existiu". Sim, JC era um azougue. Com um toque de bola refinado, transformava qualquer rosca do limitadíssimo e muy amigo zagueiro Judas Schincariol no mais puro vinho. Multiplicava-se em campo. Jogava aberto pela esquerda, às vezes derivava para o meio, mas era letal mesmo quando chegava na linha de fundo. Arisco, ciscava para um lado, ciscava para outro, desconcertava os zagueiros... Depois, um centro perfeito para a área ou um arremate violento para o gol.
Marcou época naquela linha de frente do Paixão FC juntamente com Tiago e Tiaguinho Gaúcho - este último, sabe-se lá o porquê, passou para a história com o menos famoso cognome de Tiago menor. Ah, aquele Paixão! Fez barba, cabelo e bigode no Judeião de 21 d.C.! Revoução! O futebol... A vida... Nada mais foi igual!
Mas o templo, ou melhor, o tempo é implacável. Com ele, a idade e JC já não tinha aquela mobilidade da época de garoto. Jogava pregado lá na frente e as vaias não tardaram a vir. A mesma torcida que antes lhe colocará em um pedestal agora o negava com um infame corinho. A turma do amendoim, implacável com sempre, pedia em altos brados: "Ás! Ás! Ás! Queremos Barrabás!". Blasfemavam como tornariam a fazer quase dois mil anos depois quando gritaram no maior do mundo, ainda que de gozação: "Ão! Ão! Ão! Maurinho é seleção!".
Marcou época naquela linha de frente do Paixão FC juntamente com Tiago e Tiaguinho Gaúcho - este último, sabe-se lá o porquê, passou para a história com o menos famoso cognome de Tiago menor. Ah, aquele Paixão! Fez barba, cabelo e bigode no Judeião de 21 d.C.! Revoução! O futebol... A vida... Nada mais foi igual!
Mas o templo, ou melhor, o tempo é implacável. Com ele, a idade e JC já não tinha aquela mobilidade da época de garoto. Jogava pregado lá na frente e as vaias não tardaram a vir. A mesma torcida que antes lhe colocará em um pedestal agora o negava com um infame corinho. A turma do amendoim, implacável com sempre, pedia em altos brados: "Ás! Ás! Ás! Queremos Barrabás!". Blasfemavam como tornariam a fazer quase dois mil anos depois quando gritaram no maior do mundo, ainda que de gozação: "Ão! Ão! Ão! Maurinho é seleção!".
Ao fim de seu último jogo, JC declarou: "Perdoai-vos Pai, eles não sabem o que dizem!".
Depois disso, pendurou as chuteiras e entrou para a política... Essa história acho que vocês conhecem...

