Buraco do Pai Popin Reloaded

quinta-feira, abril 06, 2006

Santo Ofício, aí vou eu!

Aproveitando o filão literário que mais ganha força nos últimos tempos, lançarei meu primeiro best-seller: "Jesus, o maior ponta de lança que já existiu". Sim, JC era um azougue. Com um toque de bola refinado, transformava qualquer rosca do limitadíssimo e muy amigo zagueiro Judas Schincariol no mais puro vinho. Multiplicava-se em campo. Jogava aberto pela esquerda, às vezes derivava para o meio, mas era letal mesmo quando chegava na linha de fundo. Arisco, ciscava para um lado, ciscava para outro, desconcertava os zagueiros... Depois, um centro perfeito para a área ou um arremate violento para o gol.

Marcou época naquela linha de frente do Paixão FC juntamente com Tiago e Tiaguinho Gaúcho - este último, sabe-se lá o porquê, passou para a história com o menos famoso cognome de Tiago menor. Ah, aquele Paixão! Fez barba, cabelo e bigode no Judeião de 21 d.C.! Revoução! O futebol... A vida... Nada mais foi igual!

Mas o templo, ou melhor, o tempo é implacável. Com ele, a idade e JC já não tinha aquela mobilidade da época de garoto. Jogava pregado lá na frente e as vaias não tardaram a vir. A mesma torcida que antes lhe colocará em um pedestal agora o negava com um infame corinho. A turma do amendoim, implacável com sempre, pedia em altos brados: "Ás! Ás! Ás! Queremos Barrabás!". Blasfemavam como tornariam a fazer quase dois mil anos depois quando gritaram no maior do mundo, ainda que de gozação: "Ão! Ão! Ão! Maurinho é seleção!".

Ao fim de seu último jogo, JC declarou: "Perdoai-vos Pai, eles não sabem o que dizem!".

Depois disso, pendurou as chuteiras e entrou para a política... Essa história acho que vocês conhecem...

terça-feira, abril 04, 2006

Zé Mané

"Okay, Okay! Veeeeja!"

Está desvendando talvez o maior dos mistérios que povoaram minha adolescência. Sim, Capitu se tomasse banho quente, virava canja! É isso mesmo! Capitu - essa mesma dos olhos de ressacada - e Escobar prevaricaram! Não era somente algo que estava na cabeça do Bentinho - ou melhor, era!

O Dom Casmurro da história era José de Alencar - grande escritor brasileiro -, a Capitu era sua esposa inglesa e o Escobar era ninguém menos do que o próprio Machado, o qual era muito amigo do "Zé" e muito próximo - mais do que deveria - da esposa do "Zé". O Escobar, digo, Machado só escreveu a história porque suspeitava que Mário de Alencar (Ezequiel), suposto filho do "Mané" e da Inglesa, era em verdade seu filho!

Agora definitivamente as coisas no mundo fazem mais sentido para mim! É o começo de uma nova era! Saí das trevas!