Quando o insólito acontece
Sexta-feira de calor, assim como hoje. Mercado cheio, caixas lotadas, filas enormes. Não existe nada pior do que subir com as bolsas para casa. Pegar o carrinho de compras, enchê-lo, colocá-lo no elevador, tirá-lo do elevador, esvaziar o bendito, ficar olhando para ele concentrado durante quinze minutos só para ter certeza de que você ainda não desenvolveu a extraordinária habilidade de mover objetos com o poder da mente... Resignar-se e levar carrinho de volta para o seu lugar.
Até aí, tudo bem. O problema foi quando chamei o elevador no subsolo para voltar para o terceiro andar. Senti que "pesquei" a pessoa que havia pego a traquitana no térreo, o que é extremamente desagradável - fico para morrer quando acontece isto comigo. Isto só não é mais desagradável do que as pitorescas e famigeradas "conversas de elevador". Como não tinha para onde correr, ensaiei meu melho "tá muito calor hoje, não!".
Até aí, tudo bem. O problema foi quando chamei o elevador no subsolo para voltar para o terceiro andar. Senti que "pesquei" a pessoa que havia pego a traquitana no térreo, o que é extremamente desagradável - fico para morrer quando acontece isto comigo. Isto só não é mais desagradável do que as pitorescas e famigeradas "conversas de elevador". Como não tinha para onde correr, ensaiei meu melho "tá muito calor hoje, não!".
Qual não foi minha surpresa quando abri a porta do elevador e me deparei com uma... Uma freira! Dessas que usam hábito e tudo! Para piorar a situação ela não era nenhuma velhinha... Devia ter minha idade ou um pouco mais.
Já disse que fazia calor, mas mencionei que estava sem camisa e todo suado??? Acho que não... Pois é, mas foi exatamente isso que me aconteceu. De repente estava lá eu, um mancebo bem apessoado - modéstia à parte -, dorso desnudo, dividindo míseros metros quadrados com uma noviça. Sem intenção alguma, mas praticamente tentando a "mulher" do Homem (grifo nosso para não restar nehuma dúvida diante dos olhos Dele).
Chegando em casa, corri direto para o quarto, ajoelhei-me ao pé da cama e rezei, em contrição, quinze Ave Marias e vinte Pai Nossos. Passei o resto daquela semana com medo de a qualquer momento ser fulminado por um raio divino, não arrisquei nem atravessar a rua para comprar picolé...

1 Comments:
"Surreal" é a álavra.
Só podia ter acontecido com vc.
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Anônimo, at 11:00 PM
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