Da série: "Coisas que me causaram espécie em 2005"
Não faz muito tempo, escutei um pequeno trecho de um discurso do Lula em uma reportagem, acho que do JN. No palanque, inflamado como sempre - suspeito até que "estava no grau" - disse que seria paciente como JK, quando falava, suponho eu, de algo relacionado à Crise Política. De cara, essa frase não me desceu bem. Estaria o Companheiro falando do homem que passou para a história com o slogan "50 anos em 5", o qual se lê em letras garrafais em qualquer livro de história de ginásio - por letras garrafais entendam algo que se lê sem "doer". É crível que Juscelino, com tal decantado chavão, seja taxado de paciente? Pode ser tudo - e provavelmente o era -, mas paciente? Aí, como dizem hoje, "é forçar demais a amizade".
Em retrospectiva, é verdade, mas antes tarde do que nunca, dou minha contribuição à pátria amada. Estimado Luiz Inácio, da próxima vez que quiser vincular sua imagem à de JK, não perca de vista a correção histórica. Tão e simplesmente repita algumas palavras proferidas pelo antigo presidente e que definem de forma precisa sua trajetória até os dias atuais: "Não me cobrem coerência, não tenho compromisso com o erro". Desta forma, poupamos ouvidos delicados como os meus...

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